Amor sob nosso olhar... (ela)
Hoje completamos mais um ano juntos, um ano de
lutas, brigas um com outro, conflitos de ideias, mas de amor, muito amor um
pelo outro.
Hoje relembro quando te conheci, ainda criança, na pracinha do centro,
brincando de bola de gude, quem diria que aquele menino franzino, pequeno,
porem, muito esperto, chegaria aonde chegou, e o melhor, eu estaria ao seu
lado, presenciando toda a sua caminhada para o sucesso.
Ficamos grandes amigos, desde a infância, lembro com saudade das
brincadeiras de pique, corda, bola, pega, e assim passamos por essa fase tão
gostosa de nossas vidas como um passe de magica.
Estudamos juntos (mesmo) ate o secundário, quando uma noticia ruim surgiu
em nossas vidas, você precisou partir da nossa cidade natal, seu pai recebeu
uma proposta irrecusável de emprego na capital. Na rodoviária, me despedir de
você como se jamais fosse te ver de novo.
Anos passaram e me tornei uma moça formosa, centrada, e correta, morando
na mesma cidade (que cresceu aos poucos de acordo com o tempo) trabalhando na
mesma escola onde estudamos por tantos anos (formei no magistério) quando
boatos correm de que a sua família havia voltado para a cidade desfrutar de
férias e matar saudades dos parentes que ficaram. Meu coração disparou, duvidas
pairavam em minha cabeça (será que ele ainda se lembra de mim). Mas não o
procurei por que além das duvidas de que você se lembraria de mim, não queria
dar margem a fofocas das pessoas (naquela época o que as pessoas falavam na
cidade, denegriam a imagem da pessoa e causava muito constrangimento).
Fui para a minha casa e o assunto do seu regresso já havia chegado ate lá,
foi à primeira coisa que a minha mãe disse quando sentei a mesa para o almoço
(sabe quem voltouseu amigo de infância) perguntei se ela tinha certeza do que
estava falando, ela havia me dito que sim, pois estava voltando da venda na
praça e viu quando eles chegaram o pai, a mãe, e os filhos (me lembrei de que
você possuía mais 2 irmãos) todos bem vestidos e tem ate carro minha filha,
você precisa ver.
Minha resposta para ela simplesmente foi um sorriso e continuei o meu
almoço, terminada, auxiliei minha mãe com os afazeres domésticos, pois naquele
tempo, moça era criada para auxilia-la em casa, no cuidado com os irmãos
menores e ainda conciliava com o trabalho na escola.
No cair da tarde, minha mãe já as voltas no preparo do jantar, pois meu
pai não tardava retornar do sitio que possuíamos aos arredores da cidade,
juntamente com o meu irmão mais velho (pois somos em 5 ao todo, sendo eu a
única mulher da casa juntamente com a minha mãe) disse que tinha visitas para
mim.
Estranhei já que não tinha namorado, a maioria das minhas amigas haviam
se casado e possuíam filhos, (eu era uma das ultimas moças solteiras que
moravam na cidade) com este pensamento fui para a sala de casa e me deparei com
aquele jovem, alto moreno, robusto, bem na minha frente, indaguei minha mãe que
logo me disse: não o reconhece, e o seu amigo de infância! Não acreditei, era
ele!
Comecei a dar risadas, e vendo o meu nervosismo, ele também começou a rir
também, logo, os dois rindo feitos loucos pela sala, sem saber o que dizer, ate
que você me disse que estava com saudades dos tempos que brincávamos bastante
na praça da cidade, dos doces que minha mãe fazia para nos, das minhas
implicâncias e principalmente de toda a infância vivida ali.
Você lembra quando me contou como estava a sua vida na cidade, no começou
estranhou bastante, pois com quase 15 anos morando em uma cidade estranha a
vida deles era difícil. Mas graças a deus tudo estava caminhando bem, havia se
formado no secundário, o pai ganhava razoavelmente bem, a mãe havia começado a
trabalhar, para ajudar nas despesas, e brincou você a conhece tão bem como eu
que ela não gosta de depender de ninguém e nem de faltar nada para nós.
Contei um pouco da minha vida, disse que não era tão rica quanto ele,
mas, vivíamos razoavelmente bem, perguntou pelo meu pai, já que havia se
encontrado com minha mãe e conversado um pouco com ela na rua. Então pensei por
que ela omitiria essa conversa para mim.
Expliquei que trabalho na escola onde estudávamos e lembro-me de cada
detalhe, da vez em que você quase quebrou seu braço brincando de luta com os
outros garotos que inclusive eram maiores que você, da vez que você roubou um
pedaço de bolo da minha lancheira para comer. E a cada lembrança que
recordávamos sua risada ficava mais doce, solta, mais franca, e mais gostosa de
ouvir, e no meio da conversa, meu pai e meu irmão chegam à sala e estranham
aquele jovem sentado comigo no sofá da sala sem a companhia de minha mãe.
Apesar de ele confiar na minha índole, ele não gostava de dar margem a futuras
fofocas, principalmente a meu respeito.
Seriamente perguntou quem era aquele jovem rapaz sentado conversando
comigo animadamente, então o apresentei, e ele com um largo sorriso e disse:
muleke há quanto tempo rapaz, o que houve com você ta mais bonito, me conta
como são as coisas lá na cidade grande.
Saindo da sala fui ajudar minha mãe no preparo do jantar, já que tardava
bastante e todos estavam com fome.
Retornando a sala onde estaria o convidado e meu pai, anunciei que a
janta estava pronta e servida. Você educadamente disse que não poderia, pois
ausentava muito da casa de seus tios e pela altura da lua, já tardava muito,
mas disse que voltaria com mais tempo, por que queria recuperar o tempo
perdido. Brinquei com ele dizendo que naquela altura da vida e com as nossas
idades eu não poderia mais brincar as mesmas brincadeiras de antes. E
simplesmente você disse que não era este tempo perdido que estava falando.
Sem entender absolutamente nada, entrei em casa, e a minha família toda
reunida em volta da mesa conversando animadamente sobre a sua visita
inesperada.
Os dias foram passando, devagar como trem andando pelos trilhos e para
minha grata surpresa, você na porta da escola me convidando pra tomar um
sorvete, achei estranho, mas fui assim mesmo.
Na sorveteria sua conversa ficou muito séria, te estranhei no inicio, mas
com o tempo passando achei que fosse de sua personalidade. Com o passar das
horas, nossa conversa foi ficando mais seria. E me assustando profundamente
você começou a me dizer que estava apaixonado por uma moça e não sabia como
dizer a ela. Então explicando para ele que devia ser o mais verdadeiro
possível, tanto pra ela e para os pais dela. Ai você me disse as seguintes
palavras “ótimo conselho, então vamos lá: quer casar comigo?”
Assustei, fiquei sem ação, não sabia o que dizer, simplesmente sorri e
falei “quando e que você vai a minha casa conversar com os meus pais” foi
quando você me disse: “a nossa festa de noivado e amanha”. Perai como assim,
amanha, foi quando você me explicou dois dias depois que fui a sua casa, decidi
que era você desde o nosso reencontro, conversei com os seus pais e eles
concordaram, desde então estamos planejando tudo e ai?”“.
Fiquei brava com você e me senti traída pelo que você e meus pais fizeram
comigo, vocês estavam achando que não conseguiria arrumar um namorado para mim!
E o pior, me pediu em casamento sem ao pior consultar, se eu não quisesse casar
com ele. E ai? Como iam conseguir desfazer esse mal entendido? E com estes
pensamentos entrei em minha casa, irada e com a consciência de que nunca mais o
veria de novo.
Os dias foram passando, e na cidade não se falava em outra coisa: a minha
recusa do noivado/casamento algumas moças me chamando de louca, e entre outras
coisas. A dimensão foi tão grande que me prejudicou na escola, infelizmente a
diretora achou melhor eu me afastar ate que essa situação acabe. E me
recomendou que resolvesse a melhor maneira e o que era melhor para mim.
Não questionei a decisão da diretora, sai de sua sala, com os olhos
cheios de lagrimas, (derramo a mesma quantidade toda vez que relembro deste
episodio) me despedi dos meus alunos que sem entender absolutamente nada,
questionaram-me o porquê e eu simplesmente sai da sala. Não queria vê-los
chorando. (você nunca soube o porquê eu não lecionei mais, hoje você sabe).
Indo para casa, comecei a pensar na minha vida, tudo que havia feito,
dito, escutado, mas tudo mesmo. Nada passou despercebido, desde a minha
infância, adolescência, e a minha fase adulta, percebi que vivi somente em
função de outros, para outros, e sob as ordens de outros. Tomei uma decisão que
mudaria para sempre minha vida, a da minha cidade, e principalmente minha família.
Mas estava no intuito de começar a aprender a viver sozinha, a mandar em mim.
Então arrumei as minhas malas e sem dizer uma palavra, sai, fui para a
rodoviária ate então sem saber pra que rumo tomava, lembrei-me de uma tia, já
idosa, que morava na capital, então comprei a passagem e vim, sem ao menos
olhar para trás.
À tardinha já estava quase chegando e imaginando como seria a reação de
meus pais ao chegarem a casa e não me encontrar nela como em outros dias.
Tentei imaginar a reação de fúria de meu pai, a dor de perder a única filha de
minha mãe. Meus irmãos pequenos chorando de saudade. Porem sinto que fiz a
coisa certa, não iria aguentar sofrer por um casamento ao qual jamais fui
consultada.
Na rodoviária da capital, eu tinha a sensação de que esse não era o meu
lugar, o meu medo queria que eu voltasse para trás e voltasse para a minha
humilde casa, porem, concordando com tudo que me era imposto, e farta de tudo
minha coragem venceu e me fez continuar.
Com o endereço na mão, meu primeiro desafio era: achar uma condução para
a casa dessa tia que morava na capital, com alguma dificuldade, achei a
condução certa e pra lá eu fui. Chegando meu coração se encheu de esperança,
remorso, angustia. Será que a minha tia realmente morava naquele endereço? Com
essas duvidas criei coragem e bati na porta, e uma senhora (aparentava ter 35 a
40 anos aproximadamente) atendeu assustada perguntei se a senhora com o nome de
(e disse o nome de minha tia casada) ela me disse que iria procurar saber, pois
estava ali já havia pouco tempo. Retornando ao meu encontro, ela me perguntou
quem eu era, disse meu nome, e ela pediu mais alguns minutos retornando para
dentro da casa. Para a minha surpresa, minha tia, me atendeu com dificuldades
porem com um sorriso estampado no rosto.
Conversamos bastante, e contou um pouco do que aconteceu com sua vida,
enviuvou logo em seguida a sua mudança para a cidade, então sozinha, batalhou
pra se sustentar vencendo sozinha abriu um negocio pequeno, mas e dela, e
infelizmente com a idade avançada tinha um senhor que mudou da mesma cidade em
que vivi, administra a sua loja.
Questionada pela minha vinda repentina, me vi obrigada a falar tudo o que
aconteceu do regresso do amigo, do casamento forçado, minha saída da escola,
tudo. Coitada da minha tia há anos sem me ver, naquele estado, me sentindo
sozinha, me abraçou e ficamos assim ate me acalmar.
Fui para o quarto de hospedes, e o meu remorso ainda continua em meus
pensamentos em casa, no interior minha família, amigos, alunos, tudo, mas a
minha raiva por tudo que fizeram não tem perdão.
Meus dias foram passando e a vontade de saber como estão meus pais,
irmãos, mas a raiva de tudo que aconteceu comigo, do que eles fizeram, falou
mais alto. Nesse tempo fui cuidar de minha tia, e auxilia-la em seus afazeres
domésticos, já que a sua empregada não estava dando conta de fazer tudo.
Custei a escrever para eles, mas senti que devia mandar noticias, para
pelo menos eles entenderem o porquê da minha decisão. Mas conversando com minha
tia, ela me aconselhou de mesmo errando da forma que meus pais erraram sempre
quiseram o meu melhor, e torciam muito pela sua felicidade, e pelo que você me contou
esse rapaz também. Com este pensamento peguei algumas folhas e comecei a
escrever, e quanto mais escrevia, minhas lagrimas rolavam pelo meu rosto,
lagrimas de saudade, remorso e raiva. Muita raiva por tudo que houve, e com
mais raiva ainda, por vocês terem concordaram com este casamento sem me
consultar.
Os dias foram passando, a saudade aumentando e a sensação da carta não
ter chegado era grande, e pensando no pior, da carta ter chegado, masa ira de
vocês por mim, ou por não entenderem meus motivos, rasgar a carta (pois nosso tempo,
as pessoas, principalmente os pais, não aceitam que seus filhos saiam de casa
sem estar casados) ate que chegaram noticias de casa. Todos estavam cheios de
saudades e com tristes, pois acharam que estavam fazendo a coisa certa para
mim, e ficaram surpresos com a minha decisão de sair de casa, acharam que
estava sendo radical demais com eles. Disseram que estavam cheios de saudades espera
meu regresso o mais rápido possível.
Chorando de saudades, relia a carta varias vezes, por dia, escrevi
contando tudo e que estava com saudades, contei também que estava na casa de
minha tia, que ela estava bem, apesar da idade avançada e debilitada, a sua
loja estava indo bem graças a deus, estava cuidando dela e auxiliando nos
afazeres da casa. Já que a empregada dela estava com a idade avançada. Apesar
da relutância de minha mãe. Senti que estava tomando a decisão certa.
Os dias foram passando e a minha raiva por você foi diminuindo, aos
poucos, e já conseguia lembrar com carinho das nossas brincadeiras, conversas, de
tudo, inclusive ate do seu pedido inesperado de casamento, ao qual, além de não
aceitar, sai de casa sem ao menos avisar alguém dessa decisão tamanha era a
raiva naquele momento.
Comecei a analisar como seria a nossa vida a dois, como seria, quantos
filhos teremos (hoje temos 4 amores que só nos deram orgulho, acho que fizemos
um bom trabalho com relação a educação deles, e sem falar de nossos netos),como
seria a nossa casa, grande, pequena, na nossa cidade natal, ou nessa cidade
onde a cada hora as coisas mudam drasticamente.
Comecei a sonhar com a nossa vida a dois, como seriamos quando ficamos
bastante idosos, nossos cabelos brancos, pela experiência de vida, você
ensinaria nossos filhos o valor da vida, nossas crenças, costumes, humildade,
responsabilidade e valor.
Porem a nossa realidade me fez lembrar de que, não aceitei seu pedido,
sai de casa por sua causa, e vim para a capital para fugir da nossa vida a
dois.Sentimentos de culpa começaram a manifestar em mim. Remorsos por desistir
de viver a vida com você, e abandonar tudo para ir a uma cidade onde não
conhecia quase ninguém, e ainda para piorar estava sem dinheiro. Comecei a
preocupar com toda a situação que havia criado minha tia mais uma vez veio com
a possível solução. “por que você não vai trabalhar lá na loja também?” “eu!
Mas não “sei nada “sobre vendas”“.” “ que nada, você e uma pessoa esperta,
aprende rápido!” “olha, eu vou ter que aceitar, ate mesmo por que estou
precisando muito.” “faremos então, amanha, terei que ir a loja amanha, você vai
comigo, me fazendo companhia e conversaremos mais sobre seu passado e quem sabe
o futuro.”
Analisando minha vida, trabalhando na loja, ate que não seria tao ruim
assim, ficaria com a mente ocupada não corria o risco de pensar em uma vida ao
qual jamais teria. (já que minha decisão estava tomada e imaginei que nunca
iria voltar atrás).
Outro dia chegou, minha tia havia determinado que iriamos cedo para a tal
loja, já que iria trabalhar nela, tinha que me ambientar. Chegando la começa
uma sucessão de surpresas para mim. A
primeira delas e que imaginei uma loja pequena, com alguns produtos, o que
realmente vejo e uma loja grande com uma variedade imensa, e não era somente
isso, um ambiente agradável, (apesar do espaço pequeno, foi bem aproveitado).
Enquanto conhecia a loja, minha tia saiu para resolver alguns problemas
com relação a loja e me deixou a vontade para fazer o que quisesse, então fui
conhecer o meu mais novo local de trabalho, procurar informações, essas coisas,
mas faltava saber aonde iria trabalhar e tentei encontra-la pelo
estabelecimento e minha surpresa so não foi maior por que minha felicidade
tinha tomado meus sentidos.
Não sabia se meus olhos haviam me enganado, ou se era miragem teve a
sensação de estava tao perto de mim, da minha vida outra vez. Caminhei nervosa
ate você e perguntei se a proprietária da loja onde se encontrava, você virou
para responder e nosso susto era imenso, mas a vontade de reencontrar era ainda
maior, tanto que os nossos sorrisos eram francos, nossos abraços eram verdadeiros
e nossas lagrimas eram de felicidade plena por termos reencontrado depois de
tudo.
Surpresos, perguntei o que estava fazendo ali, e me disse que ali era o
local de trabalho do seu pai, e ele conversando com minha tia deixou vir pra cá
para trabalhar, então estava ele. Era a minha vez de contar o que estava
fazendo ali, e por que havia fugido dele, já que o conhecia tao bem, expliquei
que ali não era hora, e nem o local apropriado. Combinamos de se encontrar na
casa da minha tia a noite, depois de você sair da loja lembra? Pois me lembro
de cada detalhe como se tudo que aconteceu fosse ontem.
Sai da loja naquela tarde, feliz e apreensiva, tive minhas duvidas se
você realmente iria ao meu encontro. Aquele dia, tive a sensação de que ele
custou a passar, no horário combinado, você chegou com uma rosa cheia de
espinhos (no primeiro momento não havia entendido, mas hoje entendo
perfeitamente o que você quis dizer com aquele gesto), me entregando e dizendo
que não havia entendido minha atitude quando soube que eu havia saído de casa,
depois do pedido e da noticia que o nosso noivado já esta totalmente
encaminhado, e aquela rosa era para nos lembrarmos sempre que para obter a
felicidade, teremos muitos espinhos para enfrentarmos, porem que juntos jamais desistiremos,
assim também como não desistir de te encontrar outra vez.
Meu coração disparou, sem reação, você levantou meu rosto e me fez a
mesma pergunta de meses atrás: “casa comigo?” e desta vez a resposta veio
imediata: “sim, eu aceito!” mas impus a minha condição: “desde que eu possa
planejar, não quero ninguém fazendo isso por mim” com sua resposta positiva,
começamos a faze planos para o futuro. O nosso futuro!
Tudo ocorreu na maior felicidade, e ela não cabia mais dentro de nossos
corações, e com este pensamento que carrego ate hoje tamanha era o momento.
O dia mais esperado por nós chegou, apesar de ser simples, (pois nossas
economias eram poucas) mas éramos felizes por estarmos ali, dividindo com
todos, essa felicidade.
E essa data se repete todos os anos, e nós comemoramos como se fosse o
primeiro ano de casados. Tivemos filhos, netos, e esta a caminho a nossa
primeira bisneta, nossa, o tempo passa rápido demais, ate para a felicidade.
Brigamos e muito, (ate normal) todo casal briga, a forma que resolvemos e
que nos diferem dos demais, e por isso que o nosso amor perdura ate os dias de
hoje.
Graças a Deus, hoje nós dois, temos uma vida razoavelmente confortável,
você deve se lembrar como foi a quase falência da loja que herdamos de minha
tia, cheia de dividas, e quase sem economias, e para piorar a nossa situação,
estava gravida do nosso segundo filho, (o nosso primeiro estava na época com 2
anos de idade) mas com fé e esforço para reerguemos, conseguimos nos levantar e
prosperar futuramente.
Hoje mais um ano se inicia em nosso casamento, um ano de luta,
perseverança e fé, com os nossos 4 filhos, adultos, responsáveis, e acima de
tudo, corretos, pois você os ensinou assim, serem éticos, simples, e
trabalhadores, administrando o nosso patrimônio que nós dois começamos.
Hoje escrevo essas linhas não foi somente para homenagear você, ou a nós
dois, escrevo essas linhas para relembrarmos de tudo que houve conosco nestes
últimos 40 anos de casados, da nossa felicidade e também escrevo essas linhas
para ensinar que a felicidade não esta em coisas materiais, e sim nas coisas
simples, como a rosa que você me deu quando me pediu em casamento pela segunda
e ultima vez. E que apesar de tudo eu te amo e nada vai mudar isso dentro de
mim.
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