O ANEL DE NOIVADO
Por Lidice Cambuí
Par a muitos, uma aliança é apenas
um anel.
Para mim, uma conexão de almas,
que teve começo mas nunca terá fim.
Hoje agradeço a Deus por ter uma
linda história de amor para contar.
Uma história , feito uma rosa que
tem espinhos aqui e ali, mas que não atrapalhava a beleza mais importante, que
é a rosa .
Sou Gabriel , e hoje quero contar
minha história para que todos acreditem na força do amor.
Mesmo quando não parece mais
haver esperança, acredite: quando o amor chega , não diz a hora nem o lugar,
vai te encontrar, com certeza!!
Para tornar mais interessante,
contarei minha história na terceira pessoa:
Débora é uma professora auxiliar
na escola de educação infantil do bairro simples de ALVORADA. Gabriel, esse que
vos fala, é um comerciante e tem um pequeno mercadinho próximo a essa escola em
que Débora trabalha.
Gabriel havia terminado com sua
sexta namorada há alguns meses, e achava que sua vida ia ser sempre essa, só
ficar com as garotas, pois nenhuma tocou
seu coração.
Foi quando, num dia qualquer , ou
melhor , num dia de cão qualquer, Débora entra no mercadinho para comprar algo
no momento em que Gabriel está suado descarregado um saco de açúcar.
- pois não, moça- correu ele ao
caixa , já que na verdade ele era o unico funcionário no momento.
- você tem daqueles pirulitos
grandes?
- sim, tenho! É pro seu filho??
- diz ele , passando a mão na testa pra
limpar o suor
- ah não, imagina! É pro meu
aluno, eu prometi!
- ah, você é professora? Nunca te
vi por aqui!
- me mudei pra cá recentemente,
passei no concurso e por isso me mudei!
Eu morava no ALVORADA II
- ah sim, aqui está moça, seu
pirulito já na embalagem para presente
- obrigada. Prazer, Débora
- Prazer, Gabriel
- Até logo, Gabriel
E assim se seguiram mais compras,
ora um chocolate pra melhor aluna, ora uma boneca para uma aluna carente, ora
um carrinho pra outro aluno que nao tinha brinquedos.
Chegou o tempo dos festejos da
cidade, e lá eles se encontraram e , apesar da timidez, acabou rolando o
primeiro beijo. Depois disso, o compartilhamento de vida e de rotina passou a
ser tão intenso que nem eles se deram conta do quanto estavam entrando na vida
do outro.
Gabriel acompanhava a
professorinha todos os dias na ida e
vinda do trabalho. Ela sempre passava para dar bom dia pra ele , logo cedo ,
após comprar o pão na padaria da esquina. Gabriel ajudava a professorinha a
levar o material pra escola.
Algumas noites, passeavam na
pequena praça da cidade contemplando o luar, e assim conversavam sobre as suas
vidas. Cada um dizia como foi o seu dia. Algumas noites ela lia para ele um trecho de
um livro, outra noite jogavam, outra noite ele tocava violão. Outras noites ele
ajudava a professora a recortar papel pras atividades da classe dela no dia
seguinte. Ele levava jeito pra desenhar , e ajudava nessa parte. Enfim, Se
Gabriel sentia dor na coluna, ela levava analgésicos pra ele. Se ela sentia dor
de cabeça, ele lhe fazia massagem nas têmporas, e ligava pra saber como estava.
O envolvimento aconteceu antes
que se dessem conta.
Um dia eles saíram pra jantar,
mas acabaram ficando pro café.
E foi assim, sem nenhuma
cerimônia especial, que ao acordarem, foram tomar café pois estavam atrasados
para seus respectivos empregos, quando de repente ele foi até a cadeira onde
tinha deixado sua roupa, e pegou algo do bolso da calça.
E antes que saísse, ele disse:
- tenho um presente pra você, eu
lhe devo isso há algum tempo.
(Ele falou isso porque naquele
dia fazia exatamente um ano e meio que eles se conheceram)
- ah Gabriel, não precisava
- abra , por favor
E lá estava um lindo anel de
noivado, simples, nada muito caro, mas muito lindo e cheio de amor.
Representava mais do que qualquer diamante naquele momento
- ai Gabriel, que lindo! Muito
obrigada, e saiba que já me sinto sua desde que te conheci. As nossas almas se
conectaram , o anel é só um símbolo externo disso.
- isso mesmo amor
Eles se beijaram e marcaram a
data do casamento.
As famílias se juntaram e
realizaram uma linda cerimônia , simples , mas muito bonita e emocionante,
teoricamente impossível de verbalizar. Exalava amor. Afinal, o amor havia casado o coração desses
dois, e não o papel , nem aliança, ou qualquer outra coisa. Suas almas estavam
casadas para sempre.
A vida não foi nada fácil, dada a
união de um pequeno comerciante e uma professora.
A primeira vez não foi
confortável , mas com paciência as coisas foram se encaixando, em todos os
sentidos da vida deles.
Gabriel tinha um terreno, e os
dois trabalhando construíram uma casa arrumadinha de quatro cômodos.
E hoje, com dois anos de casados
, planejam ter um filho daqui a 2 anos, quando terminaram a nova reforma da
casa, para aumentá-la e receber melhor o novo habitante.
E ASSIM, EU, GABRIEL ENCERRO COM
RETICÊNCIAS ESSA HISTÓRIA QUE PODE ACONTECER A QUALQUER MORTAL: o comerciante que
achava que jamais encontraria o amor ,
acabou aprendendo o q e o amor nos
braços de uma professora linda.

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